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domingo, 30 de junho de 2013

Após revolta da população: Policiais da Força Tática e da região já se encontram em Paulino Neves

Por CN1/Luis Carlos Júnior
De acordo com informações a revolta dos populares teve início após um  PM balear um jovem após uma discussão  por causa do uso do capacete.

O blog CN1 manteve contato agora a pouco o  Major Edvaldo Mesquita, comandante da 4a Companhia Independente de Policia Militar com sede em Chapadinha, Edvaldo já se encontra na cidade de Paulino Neves com policiais da Força Tática. 

O oficial informou que a  situação nesse momento está tranquila e que já estão sendo  tomandas todas as providencias necessárias sobre o caso. O fato foi comunicado ao Comando Geral da PMMA e a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Veja aqui mais fotos

O relato dos fatos



Após saber que o  jovem baleado por um policial militar veio a óbito, a população de Paulino Neves na região do Baixo Parnaíba, deram inicio a depredação na delegacia de polícia e viaturas da PM. 

Viatura da PM incendiada 


Um troller e um quadriciclo utilizados nas rondas ostensivas foram incendiados, mesas, cadeiras, computadores e materiais de expedientes também foram incendiados.

O blogueiro Elilvaldo Ramos informou que populares retiram balas de revolver da delegacia.

Populares retiram balas da delegacia


Populares dentro da delegacia de Paulino Neves
fotos: Elivaldo Ramos

sábado, 29 de junho de 2013

Tensão!!! Mais informações sobre o assassinato em Paulino Neves e população ameaça atear fogo na ponte

Mais informações: segundo populares o motivo de o policial ter atirado e matado o jovem é porque este estava em um quadriciclo sem capacete e chegou a discutir com o PM e este teria perseguido o Paulo e ao encontrá-lo disparou quatro tiros.

Estou me dirigindo ao centro da cidade porque acabo de receber a informação de que populares acabaram de atear fogo na casa de um carcereiro e ameaçam tocar fogo na ponte sobre o Rio Novo.

Por volta de 18:30h deste sábado, segundo populares um policial de nome Genivaldo desferiu quatro tiros contra um jovem identificado como Paulo. 

O jovem foi levado ao Hospital de Paulino Neves mas não resistiu aos tiros no peito e morreu.

O jovem é primo da Ex vereadora Ana Lúcia. E os familiares e a população está revoltada.

Muitos anônimos atearam fogo no carro (troller) e quadriciclo da polícia. Atearam fogo também nas mesas, cadeiras, e outros objetos de dentro do prédio da Delegacia que foi invadida e depredada.

mais informações a qualquer momento.
veja fotos:


jovem dando entrada no Hospital e faleceu minutos depois



carro da Policia queimado


prédio da Delegacia depredado


populares retiram materiais no meio dos destroços: balas de revolver


documentos da delegacia 


materiais: computador, mesas e outros objetos queimados

fonte: blog do Elivaldo Ramos

Paulino Neves: mais um acidente no fim de semana na região dos Lençóis

Paulino Neves: mais um acidente no fim de semana na região dos Lençóis

Segundo populares um veiculo com placa de Belém-Pa, colidiu com a traseira de uma motocicleta bateu no meio fio e capotou pra fora da estrada Ma-315 (que liga Tutóia a Paulino Neves).
O acidente aconteceu entre os povoados Vista Alegre (Paulino Neves) e Santo Antônio (Tutóia) num ponto conhecido como entrada da Seriema.

No carro ia um casal. A mulher quebrou a cabeça e o motorista ficou com ferimentos leves. Na moto, o piloto saiu com escoriações pelo corpo e o passageiro fraturou o braço, segundo testemunhas.

O casal foi levado ao Hospital de Tutóia e os motoqueiros para o Hospital de Paulino Neves.

Pelas marcas da frenagem deixadas no asfalto o motorista do carro tentando desviar da moto invadiu a contramão bateu no meio fio capotou (pela situação umas três vezes) e foi parar no meio da vegetação a uns 40 metros do local da colisão.


Não se sabe a identificação dos motoqueiros e sobre o carro apenas curiosos que estavam no local remexendo os pertences encontraram o documento do veiculo em nome de Joseane Sousa (Pará).
Vegetação arrebentada com o impacto e a queda do veículo




marcas da frenagem na pista


fonte: Blog do Elivaldo Ramos

Falece o empresário Santinho do Caruaru em acidente de trânsito gravíssimo

                                                      
Na manhã deste sábado foi encontrado nas imediações da Baixa Funda no município de Tutóia o carro do empresário Santinho do Caruaru capotado e o corpo do mesmo já sem vida, que foi levado ao hospital Lucas Veras para os procedimentos necessários. Ainda não se sabe o real motivo do acidente, comenta-se que ele retornava de uma festa e deve ter tentado desviar de algum animal na estrada, o que poderia ter ocasionado o capotamento, mas nada concreto, já que o corpo foi encontrado por volta das 6 da manhã, e o acidente deve ter acontecido por voltas das 2 horas.

Santinho era empresário do setor alimentício e bastante conhecido na cidade, seu falecimento é encarado com grande pesar por todos os que lhe conheciam.

o Blog se solidariza com a família nesse momento de dor, pedindo a Deus que os conforte!!!

vejam imagens do acidente:







sexta-feira, 28 de junho de 2013

Programação Cultural da 31ª Vaquejada de Paulino Neves-Ma

DOMINGO 07/07

Abertura - 20hs
Concurso Miss Vaquejada 2013 
Quadrilha Brilho da Noite (Povoado São Domingos)
Caroço Raízes do Dendê (Tutóia)
Bumba-boi Araçá (Tutoia)

Casadões do Forró e Forró Ki-desejo - 22hs

SEGUNDA-FEIRA 08/07

Carimbó Escola Manoel da Penha
Quadrilha da Escola Pedro Nolasco (Povoado Conceição)
Grupo Anjos de Fogo
Dança do Ventre (Povoado Mandacaru)
Dança Paragolé

TERÇA-FEIRA 09/07

Quadrilha da Escola José Silva (Povoado Simplício)
Forró Parangolé
Quadrilha Brilho do Olhar
Bumba-boi Brilho do Olhar (Tutóia)

QUARTA-FEIRA 10/07

Quadrilha da Escola Manoel da Penha
Dança Swingueira
Grupo de Capoeira Projovem
Caroço São Pedro (povoado Cedro)
Dança Pajé (Tutóia)

Festa - Paredão das Primas (a partir das 22hs)

QUINTA-FEIRA 11/07

Grupo Pequenos Travessos (Escola Joaquim Oliveira)
Xaxado da Escola Rio Novo dos Lençóis
Grupo Ogunhê dos Palmares
Quadrilha Brisa Nordestina (Povoado São Francisco)
Carimbó do Dendê (Tutóia)

Festa - Forró Swing Bom (a partir das 22hs)

SEXTA-FEIRA 12/07

Quadrilha da Escola Inocêncio Magsalhães
Quadrilha Fogo na Roça de Melancia (Magalhães de Almeida)
Quadrilha da Escola João Crisóstomo
Bumba Boi Brilho do Delta (Tutóia)

SÁBADO 13/07

Encerramento
Desfile da Miss Vaquejada 2013
Quadrilha Pimenta Malagueta (Barreirinhas)
Grupo Caetés Bailão de Peão (Barreirinhas)

Festa - Forró Esfrega e Dance e Forró Zanzibar

Roseana cria o ‘bolsa eleição’: ex-prefeitos e cabos eleitorais ganham R$ 5,8 mil por mês.

Os deputados oposicionistas Rbens Pereira Júnior (PCdoB), Othelino Neto (PPS), Marcelo Tavares (PSB) e Bira do Pindaré (PT) usaram grande parte da sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (27), para contestar a medida provisória 147, de autoria do Executivo, aprovada no dia 28 de maio, disciplinando o Conselho de Gestão Estratégica do Governo do Estado.
O líder da oposição, deputado Rubens Júnior, disse que o Conselho foi criado para empregar os aliados da governadora. Segundo ele, inicialmente o Conselho comportaria apenas os secretários, mas foi ampliado para 40 membros e, por meio de recente medida provisória, aumentou 156 vagas, totalizando 206 conselheiros, que recebem mensalmente um jeton de R$ 5.850.
Para o deputado Othelino Neto (PPS), é impressionante o que o Governo é capaz de fazer com o Maranhão, Segundo ele, cada reunião do Conselho custa R$ 1,2 milhão ao erário público. Anualmente são R$ 14.461.200,00 milhões. Na oportunidade, Othelino citou os nomes de ex-prefeitos que teriam sido nomeados como conselheiros, entre eles o ex- prefeito de Rosário, Bimba e o ex-prefeito Zé Mario, lá de São João dos Patos.
O deputado Marcelo Tavares (PSB) foi mais longe, dizendo que o Estado do Maranhão é apontado como o mais pobre do Brasil, e mesmo assim a governadora Roseana, completamente desconectada com a realidade das ruas, resolve inovar e criar o “bolsa eleição”, o pagamento imoral do jeton de R$ 5.850 a políticos para votar no candidato dela ao Governo do Estado em 2014.
No pronunciamento, Marcelo citou alguns nomes de supostos conselheiros, entre de Gildásio Angêlo da Silva, prefeito derrotado em Poção de Pedras, Raimundo Silva, ex-prefeito do Barão de Grajaú, Raimundo Silveira, o filho do Raimundo Silveira ex-prefeito de Parnarama, Ribamar Lopes, ex-prefeito de Morros, o candidato a prefeito derrotado em Belágua, Adriano Soares de Sousa, Francisca Alves dos Reis, derrotada em Fortuna, e Maria Rita derrotada nas últimas eleições em Cururupu.
Na avaliação do deputado Bira do Pindaré (PT), “esse conselhão é uma imoralidade, uma afronta à população, que está na rua reclamando contra as instituições, principalmente das políticas. Aqui está a prova definitiva de um sistema falido, incompatível com os interesses da população. É um sistema de compra de cabo eleitoral: um conselhão que cabe mais de 200 pessoas para receber R$ 5.850 por mês para uma única reunião que ainda pode apresentar um atestado e não comparecer”, disse.
O petista também citou alguns nomes de supostos conselheiros como Magrado, candidato a prefeito em Viana pelo PR, do padre William, ex-prefeito de Guimarães, Conceição de Olinda Nova do Maranhão, Ítalo Cardoso, de São Raimundo das Mangabeiras, Socorro Waquim, ex-prefeita de Timon, Leila, candidata a prefeita derrotada em Sucupira do Norte e Lindalva foi candidata à prefeita derrotada no município e Lago Grande do Maranhão.
42 ex-prefeitos e candidatos derrotados recebem R$ 5,8 mil do governo do estado por mês
TIAGO RIBEIRO DANTAS (PRP) – Feira Nova do Maranhão
JOSÉ LIMA DOS SANTOS NETO (PMN) – ex-candidato a deputado estadual
DANÚBIA LOYANE ALMEIDA CARNEIRO (PR)– Chapadinha
WILLIAM GUIMARÃES DA SILVA (DEM) – Guimarães
HELOÍSA HELENA FRANCO (DEM) – Alcântara
PRISCYLLA BONIFÁCIO DE OLIVEIRA SÁ (PTdoB) – Presidente Dutra
MARCONI BIMBA CARVALHO DE AQUINO (PRP) – Rosário
JOSÉ REINALDO DA SILVA CALVET (PSC) – Bacabeira
JOSÉ MÁRIO ALVES DE SOUSA (PMDB) – São João dos Patos
LEÃO SANTOS NETO (PSDB) – Arari
JOSIMAR CUNHA RODRIGUES (PR) – Maranhãozinho
MARIA DO ROSÁRIO SERRÃO MARTINS (PPS) – Rosário
ANTONIO ATAÍDE MATOS PINTO  (DEM) – Cachoeira Grande
MARIA SONIA OLIVEIRA CAMPOS (DEM) – Axixá
MARINALVA MADEIRO NEPONUCENA SOBRINHO (PTB) – Tufilândia
RAIMUNDO NONATO E SILVA (PMDB) – Barão de Grajaú
BRENO CARDOSO DA SILVEIRA – Parnarama
MAGRADO AROUCHA BARROS (PR) – Viana
CONCEIÇÃO DE MARIA CUTRIM CAMPOS (PMDB) – Olinda Nova do Maranhão
ITALO CARDOSO LIMA E SILVA (PRP) – São Raimundo das Mangabeiras
JOSÉ RIBAMAR LOPES DE SOUSA (PMDB) -Morros
ANTONIO JOSÉ BITTENCOURT DE ALBUQUERQUE JÚNIOR – vereador de Caxias
ADRIANO SOARES DE SOUSA (PSL) – Belágua
FRANCISCA ALVES DOS REIS (PSD) – Fortuna
MARIA RITA SODRE OLIVEIRA (PP) – Cururupu
GILDÁSIO ANGELO DA SILVA (PSL) – Poção das Pedras
MARIA DO SOCORRO ALMEIDA WAQUIM (PMDB) – Timon
JOÃO MOREIRA PINTO (PR) – Vila Nova dos Martírios
LEILA MARIA RESENDE RIBEIRO (PV) – Sucupira do Norte
LINDALVA FERREIRA LIMA (PRB) – Lagoa Grande do Maranhão
RUBEM EDUARDO SANTOS AMORIM (PSD) – Mirinzal
JOSÉ MARIA OLIVEIRA MATOS (PMDB) – Icatu
MARIA VALDENIR COELHO ALVES (PMDB) – Cidelândia
MÁRIO JORGE SILVA CARNEIRO (DEM) – Esperantinópolis
FRANCISCO DE ASSIS CANAVIEIRA FONSECA (PT) – Tutóia
IVALDO ALMEIDA FERREIRA (PDT) – Mirinzal
SÉRGIO RICARDO OLIVEIRA VIEIRA (PTB) – Açailândia
MÁRCIO ANDRÉ BRAÚNA REZENDE (PTB) – Santa Rita
GEAMES MACEDO RIBEIRO (PDT) – Igarapé Grande
ELINALDO COLAÇO ARAÚJO (PSD) – Matões
RIVALGÊNIA CONCEIÇÃO GONÇALVES MORAIS (PV) – Viana

Diabetes tipo 1 pode ser confundido com gripe

Iris, de 3 anos, tem orgulho de mostrar aos coleguinhas quando faz o teste de glicemia
A Sociedade Brasileira de Diabetes informa que cerca de 13,5 milhões de brasileiros são portadores de diabetes , sendo que 10% desse número são afetados pelo tipo 1 da doença, também conhecida como diabetes infanto-juvenil.
Nesse tipo específico da doença, os próprios anticorpos do organismo atacam o pâncreas, o produtor de insulina. É um ataque silencioso, mas quando afeta cerca de 80% do órgão, surgem os sintomas típicos do diabetes. A ausência da produção de insulina causa um desnivelamento da taxa de glicose no sangue – o que caracteriza a doença. O problema maior, explicam os especialistas, está na dificuldade de detecção para o tratamento precoce. O teste é simples, mas os sintomas que levam a criança ao médico podem ser facilmente confundidos aos de uma gripe .
“Às vezes até os médicos confundem. Acham que é virose, gripe ou gastrite, porque a doença provoca dor abdominal, cansaço. Isso acontece quando o paciente está com o metabolismo descompensado. Muitas vezes, infelizmente, fazemos o diagnóstico quando o diabetes já está em estágio avançado”, diz a endocrinologista pediátrica Denise Ludovico, pesquisadora do Centro de Pesquisa Clínica (CPClin).
“Na maioria das vezes a pessoa não sente nada e quando os sintomas aparecem, a doença já está instalada. Isso, porém, não significa que complicou”, explica a médica.
A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida.“Existem várias pesquisas que relacionam a doença com vírus, com infecção viral anterior, com o meio ambiente, mas ainda não existe nada realmente conclusivo”, afirma Denise.
Alguns dos sintomas apresentados são sede excessiva, fome, vontade de urinar, cansaço e perda de peso. Foi o que experimentou a pequena Iris, quando tinha apenas 1 ano e meio de vida.“Ela bebia dois copos grandes de água, daqueles grandes, e fazia muito xixi. Como ela não era habituada a beber água demais, achei estranho e vi na internet que os sintomas eram de diabetes”, conta Shyrlene Costa, mãe da menina.
“Achei que estava equivocada, pois minha filha ainda comia apenas coisas saudáveis, como sopinhas. Quando contei para minha cunhada, que é enfermeira, ela apareceu no dia seguinte lá em casa com o kit para o teste".
Shyrlene não estava em casa quando a cunhada fez o teste e teve o resultado positivo. Foi avisada quando a menina já estava no hospital, onde ficou internada 8 dias para controlar a glicemia.Tratamento
Shyrlene usou o tempo no hospital para aprender como cuidar da filha e lidar com a doença. Em seguida teve contato com a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) e fez alguns cursos. Foi lá que aprendeu a contar a quantidade de carboidrato das refeições, já que eles se transformam em glicose. Com isso, ela consegue mensurar a quantidade de insulina equivalente que deve aplicar na filha, para neutralizar o efeito do açúcar. E a garota agora aceita o tratamento com naturalidade.
“No início eu chorava muito, passava insegurança para ela, que também ficava com medo. Com a orientação da psicóloga da ADJ, aprendi a ser mais segura e a Iris também passou a ficar tranquila”, conta.
“Não a proíbo de comer nada, mas limito a quantidade das coisas e sempre digo: ‘você não pode comer nada escondido da mamãe’. Ela ajuda muito, é bem consciente. Se está na hora de medir a glicemia, ela não se opõe”.
A mãe conta que Íris, hoje com três anos, até se exibe para os colegas na escola, na hora de medir a glicemia.
“Às vezes quero ir para o canto, mas ela faz questão de mostrar aos amiguinhos. Às vezes quer fazer sozinha – e já sabe”, explica a mãe.
Doença na adolescência
A jornalista Vanessa Pirollo descobriu ser diabética quanto tinha 18 anos – o diabetes também pode surgir na adolescência.
“Já estava acordando de madrugada para ir ao banheiro havia um tempo, tinha dores nas costas de madrugada e já tinha começado a emagrecer e a minha visão foi ficando embaçada”, explica ela, que descobriu a doença por acaso.
Arquivo pessoal
Vanessa descobriu a doença aos 18 anos e tem uma vida normal
“Sem querer eu fui à nutricionista e estavam fazendo testes de detecção de diabetes por lá. Acabei fazendo por curiosidade e deu alteração. Fiz um exame mais detalhado e constataram que eu tinha diabetes tipo 1”, conta.
Vanessa, que tinha acabado de entrar na faculdade de jornalismo, ficou chocada no início.
“Eu mesma tinha preconceito. Queria ser aceita pelo grupo da faculdade e não queria dizer para os outros que tinha diabetes, apesar de ter que carregar comigo a caneta medidora de glicose”, conta ela.
Cerca de três meses depois do diagnóstico, o bloqueio interno que ela mesma havia criado foi se tornando mais fraco e ela acabou contando para as pessoas mais próximas.
“Não fiz acompanhamento psicológico e passei por momentos complicados para aceitar a doença. Cheguei na Associação de Diabetes Juvenil três anos depois do diagnóstico, e com isso, muitas informações acabaram vindo e acabei aceitando melhor”, conta a jornalista.
A endocrinologista Denise Ludovico explica que, quanto menos o paciente contesta o diagnóstico, melhor ele consegue controlar a doença.
“Enquanto a pessoa está em fase de negação e revolta, é complicado. Mas é algo que pode ser encarado como natural. Depende muito de como a família lida com o paciente. Se levam numa boa, a criança não sente insegurança. Tenho uma paciente de quatro anos que acha que estranho é quem não tem diabetes”.
Vanessa conta que, na época, tinha o costume de comer um docinho depois da refeição – hábito que foi proibido pela médica.
“Hoje em dia já existe uma liberdade maior em relação à comida, por conta da contagem de carboidratos. Sabendo a quantidade correta de insulina a ser aplicada, posso comer um pouco de açúcar”, explica Vanessa.
Vanessa vive uma vida normal. “O diabetes não me impede de absolutamente nada. Há reeducação alimentar e qualidade de vida. Eu faço atividade física, porque, além de gostar, é algo que me ajuda, porque abaixa a glicemia” conta.
Fique alerta e procure orientação médica caso a criança ou adolescente apresente alguns dos sinais e sintomas abaixo: 
- Aumento inexplicável da sede
- Aumento da vontade de urinar
- Voltar a fazer xixi na cama (quando a criança já não tinha mais esse hábito)
- Perda de peso sem explicação
- Fadiga
- Alterações na visão, vista embaçada
- Irritabilidade
- Aumento da fome
- Hálito cetônico (odor frutado)
- Respiração pesada ou dificuldade para respirar
Fonte:IG.Com

Reforma Eleitoral. Você é favorável a candidaturas sem partido.


CANDIDATOS SEM PARTIDO
Um dos refrões mais reiterados nas manifestações de rua, o "sem partido", conquistou um aliado importante na última semana _ o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que defendeu publicamente a possibilidade de a democracia no país passar a conviver com candidaturas avulsas. A justificativa do ministro é semelhante à bradada nos protestos: a de que é preciso haver uma "diminuição do peso dos partidos na vida política brasileira", pois o país "cansou de conchavos".

 Democracias como a nossa não podem prescindir de partidos. Mas, se uma das razões de insatisfação dos jovens é o fato de as legendas atuais estarem mais voltadas para os interesses de seus próprios integrantes, de familiares e amigos do que para as causas da sociedade, este é o momento de o país repensar a questão. Se for a vontade da maioria, não há por que não permitir que uma parcela dos eleitores tenha a alternativa de votar em quem se dispõe a concorrer sem o abrigo de uma agremiação.

Candidaturas avulsas já são uma realidade em algumas democracias consolidadas  como a dos Estados Unidos. E, assim como ocorre agora em diferentes Estados brasileiros, o debate ganhou ênfase a partir de pressões populares como as registradas recentemente em países como Espanha e Portugal. No Brasil, o tema chegou a ser incluído entre os 15 debatidos na Comissão da Reforma Política do Senado. Ainda assim, como seria de se esperar de um Congresso que só costuma decidir sob pressão, tudo ficou no plano das intenções. Mas deve haver alguma coisa de errado num país no qual integrantes de 30 partidos políticos legalizados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem contar os que se encontram na fila de espera, não conseguem nem se distinguir claramente uns dos outros, nem atender às aspirações de parte considerável do eleitorado.

Nove em cada 10 países democráticos, conforme a Rede de Informações Eleitorais ACE, permitem candidatos avulsos em algum tipo de eleição. Cerca de 37% dos países aceitam candidaturas independentes em eleições legislativas e presidenciais, quase 40% apenas para eleições legislativas e 13% para a escolha de presidente da República. O Brasil integra uma minoria que exige vínculo partidário dos postulantes a voto. Pesam, no caso brasileiro, o corporativismo de integrantes de partidos obcecados pelo poder e temores como o risco de enfraquecimento das legendas, com potencial para ameaçar a governabilidade, pelo fato de o Executivo precisar negociar individualmente com parlamentares, não com líderes. Essa, porém, é a hora de ousar, até mesmo como forma de a política recuperar credibilidade.

O país deveria aproveitar a oportunidade para ouvir a voz das ruas e romper com o monopólio de legendas tradicionais que, preocupadas com suas próprias causas, não atendem mais aos anseios populares. E essas agremiações deveriam se mobilizar para recuperar a identidade programática e tentar resgatar a confiança do eleitorado. Desde a primeira metade do século 19, a democracia brasileira se baseia em partidos políticos e não tem como ser de outra forma. É mais do que hora, porém, de se assegurar em lei uma alternativa para políticos interessados em romper com essa precondição e para eleitores interessados em eleger representantes que transcendam as limitações impostas pelas máquinas partidárias.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

E agora Lourival Mendes. Após pressão popular, PEC 37 é derrubada no Congresso

Por 430 votos contrários e apenas 9 a favor, Câmara enterrou proposta de emenda que limita poder de investigação do Ministério Público


BRASÍLIA - Com as galerias tomadas de promotores e procuradores, a Câmara derrubou por 430 votos a 9 – e duas abstenções – a proposta de emenda constitucional que reduzia o poder de investigação criminal do Ministério Público (a PEC 37). A votação, e em especial o placar, foi uma clara resposta à pressão das ruas ao Congresso. A PEC 37 era uma das matérias em tramitação na Casa mais atacadas pelas recentes manifestações nas ruas do País.
Parlamentares comemoram durante sessão na Câmara, que derrubou a PEC37 - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Parlamentares comemoram durante sessão na Câmara, que derrubou a PEC37
O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), chegou a anunciar que a votação ocorreria no dia 3 de julho mas a apreciação da matéria foi antecipada para atender o “clamor das ruas”.
Com a pauta de votações do dia cheia de projetos, Alves chegou a adotar uma manobra regimental para garantir que a PEC 37 fosse apreciada – e derrubada – ainda nesta terça-feira, 25.
Ao final da sessão ordinária que debatia do projeto que destina os royalties do petróleo para a educação, Alves interrompeu a votação da matéria e convocou uma sessão extraordinária para discutir exclusivamente a PEC 37. Dessa maneira evitou-se o risco de que, caso a votação dos royalties avançasse madrugada adentro, a apreciação da PEC 37 fosse prejudicada por falta de quórum.
Falta de consenso. Para tentar alcançar um texto de acordo no tema polêmico, foi constituído um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Justiça e que contou com a participação de parlamentares, delegados e procuradores. Mas não houve consenso. Ao iniciar a sessão para debater a PEC, Alves disse que a Casa trabalhou por um acordo entre as duas corporações – polícia e Promotoria.
“O povo brasileiro, que quer cada vez mais o combate à corrupção e à impunidade, gostaria de ver o MP e os delegados unidos”, declarou. “Tentamos de todas as maneiras e demos um prazo até segunda-feira para que esse acordo fosse produzido e na noite de hoje não tivesse nem vencedores nem vencidos.”
Parlamentares admitiram que a pressão popular foi fundamental para derrubar a proposta. “Isso não aconteceria sem as ruas”, avaliou o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), para quem, sem as manifestações nas ruas, ao menos 70% dos deputados apoiariam a aprovação da PEC. A mesma opinião veio do PSOL. A aprovação só foi possível por conta do acordo entre os partidos para votar, mais adiante, projetos que regulamentam os procedimentos de investigação do MP.
Na sessão desta terça-feira, cada deputado que advogou a queda da PEC foi ovacionado e fortemente aplaudido pelos promotores nas galerias.
“(O presidente Henrique Eduardo Alves), escutando o que está dizendo as ruas, resolveu trazer a pauta à votação mesmo sabendo que o processo não vai se encerrar”, disse o líder peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). “Precisamos regulamentar (a investigação criminal) e um projeto já foi apresentado para buscar o debate”, disse Cunha, aplaudido.
O projeto citado é de autoria do líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). “O objetivo é estabelecer um regramento nacional, unificação do procedimento de investigação para promotores e delegados. Não retira e nem restringe o poder de investigação do Ministério Público. Apenas estabelece regras”, defendeu.
O autor da PEC 37, deputado Lourival Mendes (PT do B-MA), foi vaiado ao subiu à tribuna para defender o projeto. “Não é a PEC da impunidade. Lamentavelmente a PEC foi rotulada de algo que nada tem a ver com o seu objetivo. Ela o estado jurídico do Brasil.”
fonte: o Estadão